Caracterização do Acesso dos Utentes a Cuidados de Otorrinolaringologia
No exercício das suas atribuições e competências, realizou esta entidade um estudo referente ao acesso dos utentes aos cuidados de Otorrinolaringologia (ORL). A ERS analisou o acesso de acordo com uma metodologia que passa pela avaliação das barreiras que impedem a transformação completa da prestação de cuidados “potencial” em prestação de cuidados “realizada”. Estas barreiras ao acesso podem ser agrupadas em diversas dimensões, de acordo com a sua natureza, sendo no presente estudo abordadas aquelas que têm uma vertente espacial: a proximidade, que é caracterizada pela adequação entre a distribuição geográfica dos estabelecimentos e dos utentes, em termos de distância ou tempo entre o local onde se encontra o utente e os estabelecimentos dos prestadores de cuidados de saúde; e a capacidade, que se refere ao volume de serviços de entre os quais o utente pode optar.
A ERS concluiu que a proximidade à rede global de ORL se estima em 92%. Por outro lado, a capacidade dos estabelecimentos de ORL, relativamente à população residente, apresenta um grau de desigualdade regional ligeiramente superior ao da distribuição da totalidade dos cuidados de saúde. No entanto, as desigualdades no acesso a cuidados de ORL são ainda superiores ao que resulta da mera análise da capacidade da rede de estabelecimentos de ORL, relativamente à população residente, porque a distribuição da oferta não está ajustada às necessidades da população. Nas zonas onde a densidade populacional é menor, e tendencialmente as distâncias a percorrer são maiores, é que a diversidade de serviços é menor, agravando ainda mais a necessidade de percorrer grandes distâncias.
