No exercício das suas atribuições e competências, nomeadamente de assegurar o direito de acesso universal e equitativo aos serviços públicos de saúde ou publicamente financiados, bem como zelar pelo respeito da liberdade de escolha nos estabelecimentos de saúde privados, a ERS realizou um estudo de caracterização do acesso dos utentes a consultas de Medicina Geral e Familiar (MGF) em estabelecimentos não públicos, complementando a análise levada a cabo no “Estudo do Acesso aos Cuidados de Saúde Primários do SNS”, publicado no sítio da ERS em 2008.
Neste estudo o acesso foi analisado segundo uma metodologia que consiste na avaliação das barreiras que impedem a transformação completa da prestação de cuidados “potencial” em prestação de cuidados “realizada”. As barreiras ao acesso foram agrupadas em cinco dimensões: proximidade, capacidade, adequabilidade, aceitabilidade e esforço financeiro. O relatório enfatiza as assimetrias regionais constatadas e compara, sempre que possível, os resultados das análises levadas a cabo com os do estudo do acesso aos cuidados de saúde primários prestados pelo SNS.